Se você é responsável pelo desenvolvimento de um produto digital e não acompanha métricas que realmente mostrem que essas entregas estão gerando valor, corre um grande risco de funcionalidades estarem sendo desenvolvidas, mas sem gerar conexão com o cliente e, consequentemente, sem benefícios para a organização.
Isso porque, no mercado competitivo que vivemos e que se transforma constantemente, com usuários que trocam suas preferências, “abandonam carrinhos” facilmente e compram produtos de acordo com seus reais desejos, ter dados relevantes sobre a satisfação do usuário é mais que essencial para o sucesso de uma iniciativa.
Com o objetivo de gerar valor definido, através das métricas adequadas, você irá conseguir identificar se o que o time está entregando, está surtindo um efeito positivo para o cliente e, assim, para a empresa.
(Primeiro princípio do Manifesto Ágil)
Por isso, neste artigo, vamos apresentar algumas métricas que podem ser usadas por Product Owners ou até pelo time, na hora de avaliar os resultados de uma entrega e/ou produto digital.
Você também pode compreender melhor sobre essa estratégia neste vídeo do nosso canal. Clique aqui para assistir!
Dentro das práticas ágeis, existem inúmeras métricas que podem ser utilizadas para mensurar os principais resultados. Neste conteúdo, vamos falar sobre as métricas que podem medir se a sua entrega está ou não sendo de valor para o usuário e/ou para a organização.
NPS (Net Promoter Score)
O Net Promoter Score ou NPS é uma métrica de satisfação do seu cliente com o produto que você entregou ou que está em processo de criação. Ou seja, o quanto ele indicaria a sua empresa a pessoas próximas, como um serviço valioso e de boa entrega, mostra o quanto ele está satisfeito com sua entrega de valor.
Quantidade de usuários ativos
Essa é uma das métricas mais fáceis de compreender, uma vez que, se a quantidade de pessoas ativas no produto/app for alta, significa que a entrega foi satisfatória e o valor atingido. Agora, se os números se mantêm iguais ou menores que antes, por exemplo, é preciso analisar o que foi feito, compreender onde foi o erro, ajustar e melhorar a entrega de valor do seu produto.
Faturamento
Essa é uma métrica a ser analisada após a sua solução já estar sendo utilizada pelo cliente. E isso é fácil compreender pelo simples fato de que, se o seu produto está gerando receita, quer dizer que você conseguiu realizar uma entrega de valor. Caso contrário, precisa haver uma análise detalhada, somada a outras métricas, para compreender o que está falhando para ser ajustado.
Como falamos acima, o principal objetivo do time ao criar um produto digital é a geração de valor e, através das métricas, é possível conseguir mensurar se este objetivo está sendo entregue ou não. Por isso, é fundamental o Time Scrum saber se estão ou não entregando valor com o produto que estão produzindo para o seu cliente, assim como o Product Owner ou outros stakeholders.
Além disso, essas estratégias de acompanhar as entregas de valor podem ainda serem utilizadas para direcionar o Sprint Goal, Impact Map e User Story. Utilizando métricas adequadas de Produto, você conseguirá entregar muito mais valor aos seus clientes.
Vale ressaltar que, aqui na Agile School, temos um treinamento perfeito para você que quer evoluir a sua carreira de especialista em Produtos Digitais. O Professional Scrum Product Owner Advanced é um treinamento que ajuda profissionais experientes a expandir sua capacidade de estabelecer uma visão sólida, validar suas hipóteses e, por fim, agregar mais valor ao desenvolvimento de produtos.
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As principais práticas do Kanban no time Scrum
Já explicamos para vocês a diferença entre o Kanban e o Scrum, e mostramos também que um pode ser complemento do outro e, não necessariamente, concorrentes. Pensando nisso, neste artigo, vamos falar sobre algumas práticas do Kanban que podem ser utilizadas no time Scrum e como elas podem melhorar ainda mais os resultados de um time.
Lembrando que, por mais que existam empresas que se adaptam melhor ao Scrum, outras ao Kanban, não é necessário escolher por uma ou outra. Você pode usar ambas práticas em conjunto e trazer uma melhora de performance ainda maior para o seu time, colhendo o melhor de cada abordagem.
Você pode ler mais sobre as diferenças desses dois modelos de trabalho aqui.
O primeiro passo é você conseguir enxergar o seu fluxo de trabalho e quais as etapas que ele irá conter para você conseguir acompanhar o seu progresso. O fluxo que você irá criar vai depender do contexto do seu produto/serviço, ok? Uma forma de você visualizar esse fluxo de maneira funcional e eficaz é através do quadro Kanban.
Normalmente, nos quadros Kanban utilizamos a gestão visual, que nada mais é do que deixar visível para o time tudo o que for importante, sejam as demandas, as regras, políticas, entre outras informações que forem necessárias.
Você entender melhor sobre o sistema visual e puxado no Kanban aqui neste vídeo.
Essa é uma abordagem que contabiliza a quantidade de tarefas que o time está trabalhando simultaneamente. Tudo que estiver dentro dos limites do quadro, terá um WIP (“Working In Progress”, em tradução livre, significa “trabalho em progresso”), por exemplo: se o seu quadro possui 5 tarefas em andamento o seu WIP será 5, caso tenha 10, o WIP será 10 e assim por diante…
Por isso, é importante limitar o número de tarefas em execução, limitando assim a quantidade de cards que ficam parados nas etapas do quadro Kanban, a fim de priorizar melhores entregas e não mais tarefas em andamento.
Você pode ler mais sobre o WIP aqui.
E, vale ressaltar que, quando utilizamos o limite do WIP nós reforçamos a utilização do sistema puxado, pois em cada coluna terá um limite de demanda que pode ficar nela.
O time Scrum deve sempre controlar o número de itens, do início ao fim, de demandas no fluxo de trabalho. Um efeito colateral do WIP é o sistema puxado, que possui esse nome pois os membros do time passam a trabalhar em um item e aí só “puxa” ou “seleciona” outro, quando há capacidade clara que mostra que é possível realizar aquela tarefa.
Conseguimos observar neste conteúdo que não temos aqui uma questão de evolução do Kanban e/ou do Scrum, muito menos uma escolha binária. É possível entender que existem diferenças óbvias entre ambos, mas que é possível (pra não dizer aconselhável) utilizá-los em conjunto, para potencializar ainda mais suas entregas de valor.
Mas, para que você se torne realmente um especialista, seja em Kanban e/ ou Scrum é necessário muito mais estudo e aprofundamentos que vão além deste blog post!
Na Agile School, temos os treinamentos formulados por grandes nomes do mercado, como o APK (Applying Professional Kanban), que é específico para quem deseja melhorar sua capacidade de agregar valor e ser mais eficaz através do sistema Kanban e o APS (Applying Professional Scrum), para quem deseja aprender de forma sólida e, ao mesmo tempo, prática e rápida a criar um produto digital do zero utilizando Scrum!
Saiba mais sobre o treinamento Aplicando Kanban e Aplicando Scrum, clicando aqui!
Agora, se você já domina essas práticas e quer se aprofundar como Agilista, nossa recomendação é conhecer o treinamento Professional Scrum Master II. Clique aqui e saiba mais!
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Apontada como uma das profissões emergentes lá no começo de 2020, o papel do especialista em Agilidade ganha cada vez mais espaço dentro das empresas. Por isso, se tornar Scrum Master tem sido o objetivo de muitas pessoas atualmente, principalmente as que já atuam gerenciando projetos e ou times.
Entretanto, muitas pessoas nos questionam diariamente sobre um grande desafio desse movimento: como ter experiência como Scrum Master sem uma chance de trabalhar e aprender?
Ou seja, uma vez que, sem experiência prévia você não consegue um trabalho na área e, sem emprego, você não adquire experiências na prática… O que vira um ciclo infinito de frustração e muito desânimo.
E é por isso que, no texto de hoje, vamos trazer dicas do que você pode fazer para que, mesmo sem experiência, consiga uma boa oportunidade de trabalho como Scrum Master, cresça nessa área e se destaque pelos conhecimentos e experiências que possui.
Você também pode assistir ao vídeo no qual falamos sobre esse assunto… É só acessar aqui.
1. Demonstre seu conhecimento
Antes de tudo, você precisa estudar e muito o framework Scrum. Como ele é a base teórica e até prática do que um Scrum Master precisa saber é mais do que necessário você entender e ter de cabeça para as entrevistas.
Isso porque, os recrutadores poderão te questionar sobre todo o framework Scrum, sobre os artefatos, eventos, papéis e valores, entre outros pontos. E, se você não dominar esse contexto, suas chances neste processo seletivo podem diminuir!
Então, se você realmente deseja se tornar Scrum Master e quer conquistar uma boa oportunidade de trabalho, estude, estude e ESTUDE. Só assim você vai conseguir absorver toda a metodologia e se sair bem nessa fase de processos seletivos e começo de atuação também.
2. Tenha uma boa comunicação
Para passar uma “boa impressão” é importante que você tenha uma comunicação muito efetiva, ou seja, adote uma postura de confiança, na qual demonstre realmente que você sabe e entende do que está falando.
Além disso, a comunicação será muito necessária para a facilitação dos eventos como Scrum Master dentro dos times, por exemplo. Para se tornar um especialista em Scrum é preciso tomar certos posicionamentos e formas de se expressar e, por isso, a comunicação é essencial para transmitir com clareza tudo que precisa ser alinhado, não apenas em entrevistas, mas no seu dia a dia de trabalho
3. Demonstre experiência pessoal
Para que a empresa que está contratando confie no seu potencial e realmente identifique que você é a pessoa ideal para exercer o papel de Scrum Master, é importante compartilhar experiências anteriores, sejam elas com gestão de pessoas, equipes ou tarefas, mesmo sem práticas de Scrum.
Caso você não tenha essas experiências, praticar o framework Scrum com situações do cotidiano pode facilitar muito e poderá ser utilizado nas entrevistas como práticas e cases. Por exemplo, se você planejou a gestão de obras da sua casa com Scrum, apresente o que você fez, os benefícios e os resultados. Desta forma, a pessoa recrutadora consegue entender onde e como você pratica os ensinamentos que teve, suas decisões e atitudes mediante à essas iniciativas.
Se conectar com pessoas do ambiente de Agilidade é fundamental! Então, participe de eventos, comunidades, conversas, para que haja sempre trocas de experiências e conhecimento e isso te ajudará a ter contatos e até indicações para vagas. Network é indispensável, principalmente em um início de carreira.
Devido a falta de experiência, os contratantes, na maioria das vezes, vão te oferecer um salário abaixo do que você espera para começar como Scrum Master. Por isso, é importante você estar preparado para essa realidade! Dar esse pequeno passo para trás pode te trazer muitos benefícios. Planejamento então é super importante também!
Até porque, conforme sua evolução e experiência na empresa que você escolheu ter sua primeira vivência como Scrum Master, conforme você mostrar seu crescimento, a remuneração pode aumentar e você conquistar o que desejava desde o início.
A transição ou início de carreira pode ser bem desafiador para alguns, mas o importante é se dedicar aos estudos, fazer networking e praticar o que você está aprendendo para evoluir ainda mais nessa nova jornada.
Aqui na Agile School, temos treinamentos e suporte para profissionais que desejam trabalhar com produtos digitais e gestão de pessoas de uma forma mais digital. Especialmente, para quem deseja iniciar no papel de Scrum Master!
Você pode conferir nossos treinamentos e saber mais sobre o curso e certificação Aplicando Scrum, da Scrum.org, clicando aqui.
Uma das dúvidas mais comuns entre nossos alunos e alunos é: “Qual a diferença entre Scrum Master e Agile Coach?” E, já falamos sobre esse assunto em diversos conteúdos da Agile School, mas sempre achamos importante trazer reforços para que não haja dúvidas na hora de entendermos esses papéis.
Assim como o papel de Product Owner e Product Manager que são semelhantes e o mercado é quem diferencia e traz uma certa hierarquia para eles, no caso Agile Coach e/ou Scrum Master, não é diferente!
Se analisarmos APENAS o conceito desses dois papéis, vamos conseguir perceber que eles estão muito, mas muito próximos um do outro, quando falamos do escopo de atuação de cada um deles.
Em seu livro “Coaching Agile Teams”, a autora e escritora Lyssa Adkins trouxe, pela primeira vez, o conceito de Agile Coach e, foi através dessa publicação, que o termo começou a se difundir no mercado. Segundo as características do papel que Adkins traz nessa obra, todo Scrum Master deve ser um Agile Coach.
Para os criadores do Scrum Guide, Ken Schwaber e Jeff Sutherland, as características que são impostas para um Scrum Master são bem parecidas com as do Agile Coach. Por exemplo, os Scrum Masters também podem atuar num nível mais enterprise.
Isso porque muitas empresas fazem esse tipo de diferenciação de papéis, nos quais a pessoa que atua como Scrum Master trabalha mais focada no time, no dia a dia, e a pessoa que atua como Agile Coach, cuida da transformação ágil mais focada na organização. Entretanto, para os autores que citamos acima, essa segregação imposta pelo mercado para determinar hierarquias, não faz nem sentido quando falamos de agilidade.
Entenda nesses vídeos o escopo de atuação do Scrum Master e do Agile Coach e quais frameworks cada um deles precisa conhecer.
Bom, não podemos falar que os papéis de Scrum Master e o Agile Coach são idênticos, porque o Scrum Master trabalha embasado no framework Scrum, enquanto o Agile Coach muitas vezes trabalha com diversas metodologias ágeis juntas.
Entretanto, nada impede que um Scrum Master utilize outros métodos ou sistemas juntos, mas seu foco principal é no Scrum, geralmente. O que mais difere esses papéis na prática são os conhecimentos que essas pessoas possuem e, principalmente, o grau e local de atuação dela dentro de uma organização.
A principal diferenciação entre os dois papéis foi criada e imposta pelo próprio mercado de trabalho na tentativa de ainda seguir aquele modelo tradicional de “hierarquia” e, com isso, acabam passando uma imagem errada do que realmente são as adoções de agilidade nas empresas.
Então, é possível perceber que a única diferença entre o Scrum Master e o Agile Coach é que o profissional especializado em Scrum trabalha principalmente com esse framework – até porque está em sua nomenclatura, porém ele também pode se utilizar de outras ferramentas como o Kanban, por exemplo. Temos um excelente artigo que explica a diferença entre Scrum e Kanban e como eles podem ser utilizados juntos. Para ler o conteúdo completo é só acessar aqui.
Já o Agile Coach precisa ter um perfil mais “generalista”, ou seja, ele não, necessariamente, precisa se agregar a nenhuma metodologia ou sistema ágil. No papel de Agile Coach, você consegue navegar entre as ferramentas que mais promovem resultados – o que pode te tornar um pouco agnóstico entre as metodologias ágeis mais utilizadas no mercado atualmente. Você também pode ler mais sobre as principais ferramentas e metodologias ágeis mais utilizadas no mercado neste post aqui.
Se você ainda está com essa dúvida, sobre os papéis dentro da Agilidade tem mais a ver com o desenvolvimento de carreira que você deseja, esse material é ideal para você: a Trilha do Agilista – um guia no qual nosso founder e trainer Rodrigo Pinto explica qual é a jornada nessa carreira e os próximos passos possíveis para evoluir como Agilista.
Agora se você quer se certificar e mostrar para o mercado de trabalho seu nível de conhecimento, a Professional Scrum Master I (da Scrum.org) é a melhor certificação para isso! Se você quer aprender a aplicar Scrum de forma profissional, o nosso treinamento de Applying Professional Scrum é o ideal. Já para se aprofundar no framework e evoluir no papel de Scrum Master, você pode apostar com tudo no curso de Professional Scrum Master.
Bons estudos!